Progresso de leitura

Agência Leea

O churn diz quantos.
Não diz quando.

Toda empresa com receita recorrente sabe quantos clientes cancelaram no mês passado. Quase nenhuma sabe em que semana cada um decidiu. O número mensal junta quem saiu no dia 2 com quem saiu no dia 29, e junta quem reclamou no suporte com quem sumiu sem falar nada. A Leea reconstrói essa linha do tempo, cliente por cliente, e entrega a regra que dispara a recuperação antes do cancelamento.

Feito com SQL sobre o histórico do CRM, agentes de IA orquestrados em n8n, e a intervenção disparada no RD Station. O método se chama Sulco.

O formato

Um cliente, quatro linhas

É assim que a Leea guarda a história de um cliente. Cada linha é um período com começo e fim, e o estado em que ele estava. Não tem teoria aqui, tem data.

Histórico de um cliente em formato de episódios
cliente_idestadoiniciofim
1001trial2024-01-052024-02-04
1001ativo_basic2024-02-052024-07-31
1001ativo_pro2024-08-012024-11-15
1001churned2024-11-162024-12-31

Lendo em voz alta: o cliente 1001 testou por um mês, virou pagante no plano básico, subiu para o pro em agosto, e cancelou em 16 de novembro. O relatório mensal dele diz só uma coisa: churn em novembro. A tabela diz que ele subiu de plano 107 dias antes de sair, e é aí que mora a pergunta.

Todos os dados de exemplo desta página são sintéticos, criados para demonstração.

O problema

Retenção lida como taxa estática

Todo mês, um número resume a saída de clientes. Churn de 3%, por exemplo. Esse número não diz quando dentro do mês a saída aconteceu, nem o que mudou antes dela.

Comparar formas de medir retenção

Como a maioria mede

3% Churn mensal, exemplo ilustrativo

Um número por mês. Sem tempo dentro do mês, sem estado, sem linguagem. A mesma taxa pode esconder um cliente que cancelou ontem e outro que já estava sumido havia semanas.

Dado ilustrativo de demonstração, não é resultado de cliente.

Como a Leea lê

A mesma taxa agregada pode nascer de trajetórias muito diferentes. Veja três clientes ilustrativos na mesma janela.

Cliente ilustrativo A Queda no fim da janela. Ainda não é churn confirmado.
Cliente ilustrativo B Risco revertido a tempo, dentro da mesma janela.
Cliente ilustrativo C Sem reversão na janela. Consolidando como perda.
Mesma taxa agregada. Trajetórias diferentes. Dados ilustrativos de demonstração, não resultado de cliente.

A virada

Retenção como sequência de estados

A Arquitetura de Trajetórias reconstrói a relação do cliente com a marca no tempo. O resultado é um Mapa de Estados: onde o cliente está agora, e para onde ele pode ir. Clique em cada estado.

Diagrama circular com os quatro estados do cliente e a transição entre eles

Selecionar estado

Ativo

Cliente com comportamento recente compatível com o padrão saudável da jornada: interações frequentes, resposta a estímulos, linguagem de continuidade.

Sinais de linguagem

  • Menções de continuidade, como "vou usar de novo" ou "na próxima vez".
  • Resposta rápida a comunicações.
  • Vocabulário de rotina, não de despedida.

Transição possível

  • se a frequência cai e o tom muda.

Em risco

Sinais de queda comportamental e de linguagem aparecem antes do cancelamento formal: menos frequência, respostas mais curtas, ausência de menção a continuidade.

Sinais de linguagem

  • Queda na frequência de interação.
  • Respostas mais curtas e neutras.
  • Sumiço de verbos de futuro, como "vou" ou "pretendo".

Transições possíveis

  • se a intervenção chega a tempo.
  • se não houver resposta.

Dormente

Sem interação dentro da janela definida pelo contrato do problema. Ainda não é churn confirmado. É um estado que pode reverter ou se consolidar como perda.

Sinais de linguagem

  • Ausência de resposta a qualquer estímulo.
  • Nenhuma interação registrada na janela.
  • Indicador de censura ainda em aberto no fim da janela.

Transições possíveis

  • com intervenção de reativação direcionada.
  • Sem reversão, se consolida como churn real ao fim da janela.

Recuperado

Cliente que retomou o padrão de comportamento saudável depois de um período de risco ou dormência. A recuperação também tem estado. Não é um ponto único.

Sinais de linguagem

  • Retorno da frequência de interação.
  • Linguagem de continuidade reaparece.
  • Resposta positiva à intervenção registrada.

Transições possíveis

  • quando o padrão se consolida.
  • em caso de recaída.

Linha do tempo de episódios

Arraste o controle. Em cima, o cliente muda de estado ao longo de doze semanas. Embaixo, a regra do agente recalcula a cada semana e mostra quando ela dispara a recuperação. Na semana 7 os três critérios batem, e a recuperação sai três semanas antes do cancelamento que estava vindo.

  1. Semana 1 Ativo Uso semanal, respostas rápidas.
  2. Semana 2 Ativo Padrão de rotina mantido.
  3. Semana 3 Ativo Menção de continuidade em contato de rotina.
  4. Semana 4 Ativo Ainda em padrão saudável.
  5. Semana 5 Em risco Frequência cai, resposta mais curta.
  6. Semana 6 Em risco Sem menção a continuidade.
  7. Semana 7 Dormente Nenhuma interação na semana.
  8. Semana 8 Dormente Segunda semana sem resposta a estímulo.
  9. Semana 9 Recuperado Responde à intervenção de reativação.
  10. Semana 10 Recuperado Frequência volta a subir.
  11. Semana 11 Ativo Padrão consolidado.
  12. Semana 12 Ativo Mantém rotina de uso ao fim da janela.
agente leea_retention 01

A regra roda toda segunda-feira sobre o histórico do CRM. Três critérios, todos precisam bater.

  • dias sem uso 0 / 14
  • menções de continuidade, 30d 2 / 0
  • queda de frequência vs. base 0% / 40%
Monitorando. Nenhum critério batido. Em atenção. Parte dos critérios batida, ainda não dispara. Dispara. Três de três. Jornada de recuperação enviada ao RD Station. Jornada em curso. Aguardando resposta, sem novo disparo. Respondeu. Cliente voltou a usar, contagem reiniciada.
SE  dias_sem_uso            >= 14
E   mencoes_continuidade_30d =  0
E   queda_frequencia         >= 40%
ENTAO  disparar('recuperacao_pre_churn')

O corte de 14 dias não é chute nem padrão de mercado. Sai do próprio histórico: é o ponto onde, nessa base, a chance de voltar sozinho cai pela metade. Cada cliente calibra o seu.

Trajetória e números ilustrativos, gerados para demonstração.

O método

Sulco e seu vocabulário

Sulco é a metodologia. Estes são os termos que ela usa para nomear cada parte do trabalho.

Leitura de Sentido Leitura Temporal da Jornada Decisão de CRM Intervenção Medição

Sulco

Metodologia de leitura de sentido, trajetória e intervenção em CRM.

Sulco de Dados

Infraestrutura de dados: estados, eventos, exposições, transições.

Arquitetura de Trajetórias

Lógica de reconstrução temporal da relação do cliente com a marca.

Mapa de Estados

Como o cliente navega pelas etapas da jornada.

Ponto de Virada

Hipótese acionável sobre o momento em que uma mudança de linguagem antecede uma mudança de comportamento.

Calibração Viva

Ciclo recorrente de teste, medição, revisão de premissas e atualização do modelo.

A leitura de trajetória se apoia em teoria de jornada dinâmica e temporal. A leitura de linguagem se apoia em semiótica, com análise textual.

O framework operacional

O CICLO em cinco etapas

Cada etapa produz um artefato verificável. Abra cada uma para ver o que sai dela.

C Contexto e Contrato

Define o problema exato de retenção: população, janela temporal, restrições, critério de sucesso.

  • problem_contract
I Identidade e Instrumentação

Reúne o corpus da marca (campanhas, e-mails, pesquisas, suporte) e o contrato de dados. Mapeia regras de voz e limites de proteção de marca: o que a marca não permite que uma IA gere.

  • brand_corpus
  • identity_map
  • protection_diagnosis
C Coortes, Ciclos e Episódios

Reconstrução temporal dos dados do cliente. Estrutura o comportamento em episódios contínuos, com data de início, fim e indicador de censura: o que separa cliente ainda ativo no fim da janela de churn real.

  • episode_fact
L Leitura e Decisão

Cruza variação comportamental com alteração de linguagem. Formula os Pontos de Virada.

  • decision_record
O Orquestração e Otimização

Especifica a intervenção de CRM: tratamento contra grupo de controle, regras de elegibilidade, canais, mensagem. Aprovação humana e execução controlada.

  • intervention_spec
  • measurement_record

Na prática

Como essa automação é montada

Um recorte da cadeia, rodando toda segunda de manhã. Os agentes de IA não disparam e-mail. Eles leem, classificam e escrevem a especificação. Quem dispara é o CRM, e quem aprova antes de subir é uma pessoa.

  1. 01
    SQL

    Montar os episódios

    Uma query varre o histórico do CRM e transforma evento solto em linha de episódio, com início, fim e estado. É a tabela das quatro linhas lá de cima, só que para a base inteira.

    in eventos_crm out episodios.csv

  2. 02
    n8n

    Agendar e buscar

    Um gatilho de horário roda toda segunda às 7h, executa a query, e entrega o resultado para o agente. Nenhuma inteligência aqui, só encanamento.

    in cron 0 7 * * 1 out payload json

  3. 03
    leea_sentido + leea_retem

    Ler a linguagem e aplicar a regra

    Aqui entram os agentes, e são dois. O leea_sentido lê o texto do último contato do cliente e decide se ali tem menção de continuidade, que é o que código não faz bem. O leea_retem pega essa classificação, junta com os números e aplica o corte. A conta em si fica no código, não no modelo. Quem chama os dois na ordem certa é o leea_maestro.

    in episodios + texto out intervention_spec.json

  4. 04
    pessoa

    Aprovar antes de ir para o ar

    A especificação chega para revisão com a lista de quem vai receber, o texto proposto e o grupo de controle já separado. Sem esse aceite, nada sai. É o único bloco que não é automático, e é de propósito.

    in intervention_spec out aprovado ou devolvido

  5. 05
    RD Station

    Disparar e medir

    A jornada sobe no CRM com o grupo de controle preservado. Quatro semanas depois, a mesma query roda de novo e compara quem recebeu com quem não recebeu. Se não deu diferença, a regra estava errada e o corte muda.

    in jornada aprovada out measurement_record

Repare onde os agentes entram e onde não entram. Eles não decidem o corte de 14 dias, isso vem do histórico. Não disparam e-mail, isso é o CRM. Não aprovam nada sozinhos. Eles leem texto e escrevem especificação, que é onde um modelo de linguagem realmente ganha da planilha. Essa é a fatia de "Agir" da cadeia. A cadeia inteira está logo abaixo.

Como o trabalho é feito

Da orquestração à retenção

Não é um agente fazendo tudo. São oito agentes com função estreita, mais um orquestrador que decide a ordem e segura o portão humano. Cada um tem um diferencial na configuração, e é a configuração que faz a leitura de linguagem valer alguma coisa na operação.

A Leea não vende agente de IA. Vende a resolução de um problema de marketing e retenção, com o método Sulco operacionalizado por agentes especializados já construídos.

O método, Sulco

Define inteligência analítica, interpretação de sentido e leitura de trajetórias.

Camada de Agentes

Executa o workflow, organiza evidências e prepara especificações.

Camada Determinística, código e dados

Faz os cálculos, consolida histórico e processa métricas.

Decisão Humana

Define o que a marca pode testar, proteger e publicar no ar.

orquestrador leea_maestro

Decide qual agente roda, em que ordem, e com que dado. Guarda o estado do ciclo, não deixa dois agentes escreverem no mesmo artefato, e segura tudo no portão humano antes de qualquer coisa ir ao ar.

configura: ordem de execução, portões de aprovação e limite de reprocessamento
  1. 01Planejar

    leea_plano

    O planejador. Pega um pedido vago e devolve um problema com recorte: qual população, qual transição, qual janela, e o que conta como sucesso.

    Diferencial: define o critério de sucesso antes de ver o dado, para não escolher a métrica que ficou bonita depois

  2. 02Construir

    leea_base

    O que limpa. Tira duplicata, corrige data furada, marca contato inválido e separa quem ainda estava ativo no fim da janela de quem realmente saiu.

    Diferencial: regra de censura, que é o que impede contar como cancelamento quem só não tinha vencido ainda

    leea_constroi

    O construtor. Transforma evento solto em episódio com começo, fim e estado. É quem monta a tabela que você viu lá em cima, para a base inteira.

    Diferencial: gramática de estados própria de cada marca, porque "ativo" não quer dizer a mesma coisa em assinatura e em educação

  3. 03Ler

    leea_sentido

    A leitura de linguagem e semiótica. Lê o que o cliente escreveu no suporte, na pesquisa e na resposta de campanha, e classifica o que ali é sinal de continuidade e o que é sinal de saída.

    Diferencial: léxico da marca e limite de proteção, o que a marca não deixa uma IA escrever no lugar dela

    leea_padrao

    O que capta padrão. Olha a base inteira e acha as trajetórias que se repetem, os grupos que se comportam igual e o ponto do tempo onde o comportamento vira.

    Diferencial: captação de padrão cruzando comportamento com linguagem, não só com número de uso

  4. 04Agir

    leea_retem

    A retenção. É o agente do painel que você arrastou. Avalia os critérios toda semana e decide quando a recuperação sai, antes do cancelamento e não depois.

    Diferencial: definição de threshold a partir do histórico da própria base, não de referência de mercado

    leea_cresce

    O que cresce. Trabalha o outro lado da mesma leitura: onde o cliente está pronto para subir de plano, comprar de novo ou indicar, e quando falar sem atrapalhar.

    Diferencial: janela de oportunidade com trava de frequência, para crescimento não canibalizar a retenção

  5. 05Melhorar

    leea_melhora

    O que melhora. Compara quem recebeu com o grupo de controle, diz se a regra valeu, e devolve o corte corrigido para os agentes anteriores. É o que fecha o ciclo.

    Diferencial: recalibra contra grupo de controle e registra também o que foi descartado, não só o que deu certo

O que o leea_melhora aprende volta para o leea_plano e para o leea_retem. Por isso é ciclo e não entrega única: o corte de hoje envelhece, e a base muda de comportamento sozinha.

Da orquestração à retenção, é uma cadeia só, e é isso que a Leea garante de ponta a ponta. Um agente sozinho resolve um pedaço e entrega relatório. A cadeia inteira é o que faz a entrega chegar no ar e continuar de pé depois.

O LLM interpreta e coordena. O código calcula. O conector prepara. O humano decide e aprova ação irreversível.

A oferta

Três níveis, um piloto de entrada

Cada nível aprofunda o anterior. O piloto é onde a maioria das marcas começa.

Nível 1 Sulco de Sentido

Diagnóstico manual de linguagem e jornada, sem instrumentação de dados.

Você precisa ter
  • Campanhas, e-mails e tickets de suporte dos últimos meses
  • Nenhum acesso a banco de dados é necessário
No fim você tem
  • Mapa de identidade e o que a marca não deixa uma IA escrever
Nível 3 Calibração Viva

Retainer recorrente: ciclo contínuo de teste, medição, revisão de premissas e atualização do modelo.

Você precisa ter
  • Um piloto já concluído e medido
No fim de cada ciclo você tem
  • O corte recalibrado quando a base muda de comportamento
  • Novas transições entrando no escopo, uma por vez

Os limites

Honestidade como diferencial

A consultoria semiótica tradicional produz diagnóstico cultural profundo, mas para no relatório, sem execução em canal de receita. A agência de automação e IA gera volume de cópia e fluxo operacional, mas ignora identidade, coerência de marca e contexto. A Leea fica no meio: leitura que vira execução medida.

A Leea distingue correlação de causalidade. Sinal de linguagem e comportamento gera hipótese de intervenção. Essa hipótese precisa ser validada em teste no CRM. Não existe promessa determinística.

O piloto não promete
  • Scoring preditivo automatizado.
  • Motor completo de agentes.
  • Disparo automático desacompanhado.

Próximo passo

Peça a leitura de transição

O piloto Sulco no Tempo é o ponto de entrada. Ele testa o método no seu problema real de retenção, com escopo definido e prazo curto.